O momento de maior tensão aconteceu quando Mauro Mendes defendeu a aliança com Pivetta. Parte dos convencionais reagiu com vaias e gritos de "traíra", demonstrando insatisfação com a possibilidade de o partido abrir mão de uma candidatura própria.
Na sequência, o deputado estadual Júlio Campos apresentou uma questão de ordem argumentando que não havia qualquer pedido formal do Republicanos para que o União Brasil declarasse apoio à candidatura de Pivetta. Com base nesse entendimento, pediu que o nome do governador fosse retirado da cédula de votação.
O pedido foi indeferido pela presidência da convenção, decisão que provocou novos protestos dos convencionais. Em seguida, o senador Jayme Campos defendeu que a questão de ordem fosse submetida à deliberação do plenário, sustentando que a decisão deveria ser tomada pelos próprios convencionais, em respeito ao processo democrático interno da legenda.
Os episódios colocaram em evidência a divisão existente dentro do União Brasil sobre a estratégia para a disputa ao Palácio Paiaguás. Enquanto Mauro Mendes defende a composição com Otaviano Pivetta, um grupo de filiados e lideranças sustenta que o partido deve lançar candidatura própria, tendo Jayme Campos como principal nome.
A votação começou às 12h45 e ocorre de forma secreta. Os 50 convencionais têm até as 17h45 para decidir o posicionamento político da legenda para as eleições de 2026.
Além do debate sobre a sucessão estadual, a convenção homologou as chapas de candidatos a deputado estadual e deputado federal, oficializando os nomes que representarão o União Brasil na disputa proporcional em conjunto com o Progressistas (PP).
Independentemente do resultado da votação, a convenção já se consolida como um dos momentos mais marcantes da pré-campanha eleitoral em Mato Grosso, expondo divergências internas, debates regimentais e diferentes visões sobre o futuro político do União Brasil.










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