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A dança das cadeiras em Mato Grosso: Emanuelzinho e a encruzilhada partidária no PSD
Redação
A política mato-grossense acompanha de perto a consolidação de um movimento que, embora previsível nos bastidores, redesenha as forças para o próximo ciclo eleitoral. O deputado federal Emanuelzinho, eleito em 2018 pelo PTB e reeleito em 2022 pelo MDB, prepara-se para ingressar em sua terceira legenda em três mandatos: o PSD. Filho do ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, o parlamentar busca na nova sigla o terreno necessário para viabilizar sua terceira vitória consecutiva, uma manobra que expõe tanto sua capacidade de adaptação quanto o desgaste de alianças históricas dentro do Movimento Democrático Brasileiro.
O estopim para essa migração é o conflito público e notório com a deputada estadual Janaina Riva, atual presidente regional do MDB. O embate entre as duas lideranças tornou a permanência de Emanuelzinho na sigla um exercício de hostilidade mútua, evidenciando que o MDB de Mato Grosso não possui hoje espaço para comportar as pretensões do grupo político dos Pinheiro simultaneamente às diretrizes da ala liderada por Riva. Do ponto de vista crítico, a saída de Emanuelzinho sinaliza uma fragmentação do MDB, que perde um quadro com mandato federal, mas também revela o pragmatismo do deputado, que prefere a mudança de casa à resistência em um ambiente de oposição interna.
Atualmente, o parlamentar vive um período de transição informal, já participando ativamente de reuniões e debates estratégicos no PSD para a formação de chapas, enquanto aguarda o prazo legal da janela partidária, entre 6 de março e 5 de abril. Todavia, a mudança para o PSD não representa um caminho livre de obstáculos. Pelo contrário, Emanuelzinho ingressa em um ambiente de alta competitividade, onde terá de medir forças e votos com figuras de peso como Irajá Lacerda, Valtenir Pereira e o Procurador Mauro. A disputa por uma ou duas vagas viáveis na chapa do PSD exigirá que o deputado prove a força de seu capital político próprio, desvinculado da estrutura emedebista que o sustentou no último pleito.
Essa constante troca de legendas levanta uma reflexão necessária sobre a fragilidade da identidade partidária no Brasil contemporâneo. Para o eleitor, a transição de Emanuelzinho pode ser lida como uma busca legítima por sobrevivência política diante de perseguições internas, mas também como um sintoma de uma política personalista, onde os projetos individuais e familiares frequentemente se sobrepõem aos programas e à fidelidade aos partidos. O sucesso desta nova empreitada no PSD definirá se o "estilo Pinheiro" de fazer política ainda possui fôlego para se sustentar fora das grandes máquinas partidárias tradicionais.
Sobrevivência política ou renovação? A corrida de 20 ex-prefeitos rumo ao Legislativo
A "inflação" de ex-prefeitos que buscam uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso em 2026 revela uma face pragmática e, por vezes, desesperada da política regional. Com pelo menos 20 ex-gestores municipais posicionados para o embate das urnas, o que se vê é um movimento de migração em massa do Executivo para o Legislativo, motivado tanto pela manutenção do foro e do capital político quanto pela ausência de novas lideranças expressivas dentro das siglas. Entre os nomes que decidiram encarar o teste do voto recentemente estão Rafael Machado, ex-comandante de Campo Novo do Parecis, e Celso Banazeski, que administrou Colíder. Ambos chegam ao Podemos com o carimbo de ex-prefeitos, mas enfrentam o ceticismo dos bastidores: no jogo de forças interno, não figuram entre os favoritos e correm o risco de servirem apenas como "escada" para eleger os caciques do partido, sem chances reais de vitória.
Essa estratégia de lançar ex-gestores é comum para inflar o quociente eleitoral das legendas, mas a realidade das cadeiras disponíveis no parlamento estadual é um funil estreito e implacável. Vale notar que, embora existissem discussões sobre o aumento de vagas, a composição atual de 24 cadeiras exige uma matemática cruel. Figuras com recall expressivo em polos econômicos, como Ari Lafin, de Sorriso, e Léo Bortolin, de Primavera do Leste, entram na disputa com a vantagem de terem gerido vitrines do agronegócio. Por outro lado, o embate em redutos tradicionais promete ser canibalesco. Em Várzea Grande, a presença de Kalil Baracat e Tião da Zaeli fragmenta o voto local, enquanto Zé do Pátio tenta transpor o seu populismo rondonopolitano para a capital, desafiando a lógica de que uma boa gestão municipal garante automaticamente um assento no Legislativo.
A lista segue extensa com nomes como Nelson Paim, Daniel do Lago, Meraldo Sá, Adelcino Lopo e Valtinho Miotto, além de representantes do Araguaia como Janailza Taveira e Abimael Borges. O grande entrave para esse exército de ex-prefeitos é a sobrevivência dos atuais detentores de mandato, que detêm a máquina e a capilaridade necessária para a reeleição. Para entender o tamanho do desafio, é preciso olhar para os números: com um eleitorado apto que ultrapassa 2,5 milhões de pessoas em Mato Grosso, estima-se que o quociente eleitoral para 2026 — calculado pela divisão dos votos válidos (excluindo brancos e nulos) pelo número de vagas — gire em torno de 75.000 a 85.000 votos por cadeira.
Considerando que a abstenção histórica e os votos nulos/brancos costumam retirar cerca de 25% do total de eleitores, se tivermos aproximadamente 1,9 milhão de votos válidos, o quociente eleitoral oficial seria:
QE=24 (vagas)1.900.000 (votos vaˊlidos)≈79.166 votos
Isso significa que um partido ou federação precisa somar cerca de 80 mil votos para garantir a primeira vaga direta. Para candidatos isolados, a regra exige que o eleito tenha, no mínimo, 10% do quociente eleitoral (cerca de 8.000 votos nominais) para ocupar uma vaga obtida pelo partido, e 20% do quociente (cerca de 16.000 votos) para disputar as chamadas "sobras". Nas últimas eleições, a média de corte para os eleitos ficou entre 20 mil e 25 mil votos, o que coloca ex-prefeitos de cidades menores, como Edu Pascoski (Itanhangá) ou Marcelo Aquino (General Carneiro), em uma situação de extrema vulnerabilidade, já que seus colégios eleitorais inteiros mal atingem essa cifra. No fim, a abundância de candidatos com currículo de prefeito pode resultar em uma frustração coletiva, provando que o prestígio de um palácio municipal nem sempre sobrevive à travessia para a Praça das Bandeiras.
Entenda o cálculo das sobras eleitorais

Reposicionamento editorial e continuidade de propósito em um novo ciclo sustentado por raízes que permanecem
Por Marcos Lopes
A prática jornalística sempre se fundamentou, para mim, acima de tudo, na responsabilidade. Responsabilidade com a consistência da informação, com a relevância dos fatos e com o tempo histórico que atravessamos. Ao longo dos últimos anos, o projeto que construí ao lado de minha esposa, Kauana Mikaelle da Silva Lino, foi guiado por esses princípios — sempre com diálogo constante, reflexão e planejamento sobre os próximos passos.
No dia 3 de dezembro de 2025, minha trajetória ganhou um marco doloroso e irreversível: o falecimento precoce de minha esposa, em decorrência de um tratamento de saúde que ela enfrentava com coragem e discrição. Comunicadora sensível, dedicada e parte essencial de tudo o que construímos, ela não apenas participou das decisões estratégicas, como ajudou a desenhar os caminhos que agora passo a consolidar.
Muito antes dos acontecimentos recentes, nós já vínhamos amadurecendo uma mudança na linha editorial. Não se tratava de ruptura, mas de evolução. Foram conversas profundas, análises cuidadosas e o desejo de fortalecer ainda mais a identidade do nosso trabalho, apontando para uma comunicação ainda mais criteriosa, analítica e consciente do impacto público da informação.
A mudança editorial que se torna pública neste momento não nasce da ausência, mas da continuidade. Ela reflete um processo que já estava em curso — fruto de uma visão compartilhada entre mim e minha esposa, de propósito alinhado e de um entendimento comum sobre o papel responsável do jornalismo. Também se estabelece como uma forma permanente de homenagear Kauana, que por 14 anos esteve presente de maneira firme e constante, compartilhando decisões, desafios e sonhos ao meu lado.
Há momentos em que a vida nos recorda que tudo se organiza em ciclos. Alguns se encerram de forma natural, outros são interrompidos antes do tempo que imaginávamos. Cada ciclo carrega aprendizados, marcas, construção e memória.

Encerrar uma etapa não significa apagar o que foi vivido, mas reconhecer que aquilo que foi plantado permanece.
O ciclo que se fecha deixa saudade, mas também deixa raízes profundas — e são essas raízes que agora sustentam meus próximos passos.

Minha esposa não era da área de comunicação ou da imprensa. Sua formação e seus caminhos iniciais não estavam ligados diretamente a esse universo. Com o tempo, porém, envolvida pelo propósito, pela rotina e pelos desafios do dia a dia, apaixonou-se por essa missão. Aprendeu, se dedicou, cresceu e passou a atuar de forma cada vez mais presente. Ainda em vida, foi homenageada com Moções de Aplausos concedidas por diversas Câmaras de Vereadores da Baixada Cuiabana. Após sua partida, sua trajetória foi novamente reconhecida, e nossa família recebeu Moções de Pesar das Câmaras Municipais de Nobres e Rosário Oeste — gestos que traduzem o respeito institucional por sua dedicação.

Mais do que esposa, foi companheira incansável e idealizadora de diversos projetos comigo. Alguns deram certo de imediato; outros não prosperaram; e houve ainda aqueles que amadureceram com o tempo até se firmarem no dia a dia do nosso público. Entre eles, o Site Rosário Notícias, o Blog Pilão de Notícias e a NCC TV Web — veículos consolidados que hoje integram o cenário da informação em Nobres, Rosário Oeste, em toda a Baixada Cuiabana e em Mato Grosso.
Minha esposa foi presença ativa em cada etapa dessa caminhada. Mulher de fé, prudente, trabalhadora e dedicada — qualidades que remetem à Mulher Virtuosa descrita em Provérbios 31 — construiu comigo não apenas projetos profissionais, mas uma base sólida dentro do nosso lar. Foi exemplo de força e sensibilidade, de sabedoria nas decisões e de constância nos princípios. Sua atuação ia além das pautas e dos bastidores: era sustentação, equilíbrio e inspiração diária.
Nossa filha, hoje com 14 anos, é a herança viva que permanece entre nós. Nela vejo refletidos os valores ensinados diariamente por minha esposa — o caráter firme, a generosidade, o respeito, a responsabilidade e a fé. Como mãe, ela foi presença amorosa e orientadora; como esposa, foi meu apoio leal e parceira em todos os momentos. As virtudes que cultivou no lar hoje florescem na vida de nossa filha, perpetuando um legado que ultrapassa qualquer realização profissional.
Desde cedo, nossa filha também participou de forma direta desse processo. Sempre esteve ao nosso lado em casa, ouvindo nossas conversas (com a nossa permissão), acompanhando os planejamentos, presenciando decisões, aprendendo — mesmo sem perceber — sobre responsabilidade, propósito e visão de futuro. Cresceu vendo pai e mãe dialogarem, avaliarem caminhos e projetarem novos passos — e, de certa forma, também é parte viva dessa construção.
O novo direcionamento reafirma valores que sempre estiveram presentes em minha trajetória: responsabilidade, coerência e independência. No entanto, assume com ainda mais clareza a centralidade da relevância institucional nas narrativas, a valorização do contexto, a análise responsável dos fatos e o compromisso com uma comunicação que informe com equilíbrio, firmeza e confiança — sempre observando critérios editoriais, parâmetros institucionais e a responsabilidade inerente a cada decisão de publicação.
Mais do que noticiar acontecimentos, passo a enfatizar ainda mais profundidade, impacto coletivo e relevância institucional. A informação continua sendo o eixo do meu trabalho, mas ganha contornos ainda mais consistentes — atentos à precisão, à verificação rigorosa e à responsabilidade que o exercício da comunicação exige, sempre pautado por critérios técnicos e pela seriedade que sustenta cada posicionamento.
Importante destacar que essa mudança já estava planejada para ser implementada ao final deste mês de fevereiro, dentro de um cronograma previamente debatido e estruturado. Assim, conforme havia sido pensado por minha esposa juntamente comigo, o novo posicionamento editorial passa a vigorar no Site Rosário Notícias, no Blog Pilão de Notícias e na NCC TV Web, veículos que há anos estão no ar levando informação aos cidadãos de Nobres, Rosário Oeste, toda a Baixada Cuiabana e Mato Grosso.
Sigo, portanto, com o mesmo propósito que me trouxe até aqui — agora ainda mais consciente do valor da presença, da memória e da missão de informar com responsabilidade, consistência e respeito. Porque o jornalismo que permanece é aquele que compreende que cada notícia carrega impacto, contexto e compromisso com a relevância dos fatos.
É dentro dessa nova etapa, marcada por continuidade, maturidade e propósito, que apresento também o posicionamento institucional que passa a representar conjuntamente todos os nossos veículos de comunicação:
Agora seremos mais que notícias, seremos presença.
Esse posicionamento reafirma o compromisso de ir além da simples divulgação de fatos, assumindo uma atuação constante, responsável e próxima da realidade local e regional, com firmeza editorial e envolvimento efetivo nos temas que acompanhamos diariamente.

Nobres: Primeira-dama Leidy Santana revela os detalhes do novo Centro de Inclusão
Redação
A cidade de Nobres vive um momento de grande expectativa com a proximidade da inauguração oficial do Centro Especializado da Inclusão (CEI), dentro do Projeto Nobres Cuida + Inclusão, um projeto que promete transformar o atendimento a crianças atípicas no município.
Em entrevista exclusiva ao Blog Pilão de Notícias, na tarde desta segunda-feira (09), na sede da prefeitura, a primeira-dama e Secretária de Administração, Leidy Santana, compartilhou o entusiasmo da gestão com o progresso da unidade e o início das atividades:
"As expectativas são as melhores. Estamos muito animados e apreensivos porque os atendimentos já começaram. Estamos apenas aguardando a realização do ato da inauguração, mas é a concretização de um sonho", afirmou.
Embora a cerimônia oficial de inauguração esteja prevista para o dia 03 de março, uma terça-feira, às 16 h, o CEI já iniciou suas atividades operacionais no dia 3 de fevereiro. Segundo Leidy, o foco inicial tem sido a triagem e o mapeamento dos alunos da rede municipal:
"Os atendimentos começaram no dia 3 de fevereiro, com a anamnese dos pacientes e também a busca nas escolas municipais para identificar os alunos com algum tipo de síndrome, distúrbio ou transtorno que possuam laudo médico", disse.
O CEI não se limita a uma única especialidade, unindo esforços das Secretarias de Saúde, Educação e Administração para oferecer um suporte completo. A equipe é composta por profissionais qualificados, incluindo psicopedagogos, neuropsicopedagogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e médicos psiquiatras. Sobre a abrangência do local, Leidy explicou a escolha do nome para não restringir o público: "Criamos um centro, não uma casa de autista, para não limitar o atendimento a uma única condição e deixar de fora outras síndromes, como o TDAH, o TOD, entre outras, que também são tratadas pela nossa equipe", assegurou.
Um dos momentos mais marcantes da entrevista foi quando Leidy falou sobre sua motivação pessoal como mãe de uma criança atípica. Ela relembrou o pedido fundamental feito ao prefeito Zé durante a elaboração do plano de governo:
"O único pedido que fiz a ele foi a criação de um centro onde pudéssemos tratar essas crianças atípicas, mas que também tivesse um olhar para a família, oferecendo orientação sobre como encontrar o diagnóstico e, após isso, o que fazer, como buscar o tratamento", relembrou.
A primeira-dama destacou o impacto social da nova estrutura para a comunidade e seu desejo de amparar outras famílias que iniciam essa jornada:
"Quando recebi o diagnóstico do meu filho, se tivesse a estrutura que hoje estamos oferecendo, acredito que isso teria ajudado muito. O que quero é que outras mães, que estão recebendo ou ainda irão receber um diagnóstico, não passem pelo que passei: a sensação de estar perdida e não saber por onde começar", explicou.
O encerramento da entrevista foi marcado por um gesto de profunda humanidade, onde o compromisso público deu lugar ao conforto pessoal. Em um tom carregado de respeito e saudade, Leidy prestou condolências ao jornalista Marcos Lopes pela perda recente de sua esposa, transformando a dor do luto em combustível para o bem comum. Com serenidade e empatia, ela manifestou apoio ao entrevistador:
"Ficam aqui nossos pêsames a você e à sua filha. Sabemos que a perda de uma pessoa querida nunca será substituída. A dor permanecerá, mas precisamos ter a certeza de que, por essas pessoas que partiram, devemos fazer o nosso melhor. Sinto-me honrada e agradeço pelo espaço. Falar sobre esse centro é a realização de um sonho, e, como mencionei no vídeo, falo como mãe, porque é exatamente isso", finalizou.
Prefeito Zé Domingos recebe lideranças do Grande Jardim Petrópolis e discute miniestádio e doação de novo terreno para a Associação de Moradores
Assessoria
Na manhã desta sexta-feira, 6, o prefeito de Nobres, Zé Domingos, encerrou sua agenda institucional ao receber representantes da Associação de Moradores do Grande Jardim Petrópolis, entidade representada pelo servidor público municipal Joilson da Costa, presidente da associação, e pelo jornalista Marcos Lopes, secretário-geral da entidade.
Antes do encontro com as lideranças comunitárias, o prefeito esteve reunido com o deputado estadual João Batista, que visitou Nobres para tratar de demandas prioritárias do município e discutir a futura destinação de emendas parlamentares a serem indicadas para a cidade. Concluída essa reunião, Zé Domingos recebeu os representantes da associação, em um encontro que se estendeu por quase duas horas, marcado por diálogo aberto, escuta ativa e construção de parcerias entre o Poder Executivo Municipal e a entidade comunitária.
Entre os principais assuntos abordados esteve a implantação do mini estádio rdo Jardim Petrópolis, uma reivindicação antiga dos moradores da região. Segundo o prefeito, ele já manteve diálogo com o deputado estadual Max Russi, presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, que assegurou a destinação de R$ 1,5 milhão em emenda parlamentar para viabilizar a construção desse espaço esportivo.
“Eu deixei claro ao deputado Max Russi que não tenho ego político nem pessoal. Ele pode encaminhar a emenda por meio dos vereadores que o apoiam. Mesmo não havendo apoio político da minha parte, a emenda é muito bem-vinda, porque o benefício é para a comunidade do Jardim Petrópolis”, afirmou Zé Domingos.
Joilson também fez questão de reconhecer o trabalho do professor Magal, parceiro histórico dos moradores, que há mais de duas décadas promove a tradicional Copa Magal.
O secretário-geral da associação, Marcos Lopes, enfatizou que a soma de esforços entre a gestão municipal, vereadores — tanto da base governista quanto da oposição — e a diretoria da associação é fundamental para transformar antigas reivindicações em ações concretas.
Durante a reunião, também foi debatida a necessidade de a associação disponibilizar o espaço atualmente ocupado para a construção do mini estádio, o que levou à discussão sobre a destinação de um novo terreno para a entidade.
Sobre essa pauta, o prefeito explicou que a administração municipal avalia a doação de uma área situada entre a Cohab da Daury Riva e o Residencial André Maggi, em proporção equivalente ao espaço hoje utilizado pela associação.
“Conversamos com os líderes comunitários sobre a possibilidade de destinar um novo terreno naquela região, entre a Cohab da Daury Riva e o André Maggi, assegurando que a associação continue dispondo de um local adequado para a realização de suas atividades”, explicou o prefeito.
Joilson da Costa ressaltou que a medida é essencial para garantir a continuidade e o fortalecimento da entidade comunitária.
Marcos Lopes acrescentou que a atual diretoria já está adotando todas as providências necessárias para a regularização documental da entidade.
“Em gestões anteriores, infelizmente, não houve o devido cuidado burocrático com a documentação. Agora estamos corrigindo isso, promovendo a regularização completa para que a associação possa receber legalmente o terreno e ampliar suas parcerias", relatou o secretário geral da Associação de Moradores do Bairro Jardim Petrópolis.
O prefeito também designou o superintendente de Governo, Telúzio Laurindo, o popular Chiquinho, para que, juntamente com os líderes comunitários, dialogue em outro momento com a arquiteta Talita Hoeppers, a fim de identificar quais áreas pertencentes ao município podem ser legalmente destinadas à associação.
Como gesto simbólico da visita e do fortalecimento institucional, os líderes comunitários entregaram ao prefeito Zé Domingos uma camiseta da Associação de Moradores do Grande Jardim Petrópolis, representando a disposição de unir esforços com o Poder Público Municipal na promoção de ações sociais e comunitárias.
Na ocasião, Cheba ressaltou que é uma orientação direta do prefeito Zé Domingos manter o gabinete e a administração municipal permanentemente abertos ao diálogo com a população.
“O gabinete do prefeito e a Prefeitura de Nobres estarão sempre de portas abertas à comunidade, aos líderes comunitários e a todo cidadão que queira dialogar e apresentar suas demandas. A Secretaria de Comunicação cumpre o papel de aproximar a população da gestão, garantindo transparência e acesso à informação”, afirmou Marcos Albuquerque.
Como forma de reconhecimento e fortalecimento da parceria, o secretário municipal de Comunicação também recebeu uma camiseta da Associação de Moradores do Grande Jardim Petrópolis, simbolizando a união entre comunidade, gestão municipal e os canais institucionais de diálogo e transparência do Poder Executivo.
Cuiabá: Arquivamento de apuração pedida por Abílio sobre William Campos encerra caso formal, mas não o debate
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| Foto: RD News |
Redação
O arquivamento, pelo Ministério Público de Mato Grosso, da notícia de fato relacionada à atuação do secretário municipal de Trabalho, Willian Campos, abriu margem para interpretações distintas no meio político e administrativo da capital. Para integrantes da gestão municipal, a decisão reforça a regularidade dos atos praticados. Já para críticos, o episódio levanta questionamentos sobre a dinâmica interna do Executivo.
O pedido de apuração havia sido encaminhado pelo prefeito Abilio Brunini (PL), sob o argumento de que a iniciativa buscava dar transparência às ações da administração e afastar especulações. Após análise preliminar, o Ministério Público concluiu que não havia elementos suficientes que justificassem a abertura de investigação, optando pelo arquivamento do procedimento.
Em entrevista a um site de Cuiabá, o secretário Willian Campos afirmou que recebeu o arquivamento com tranquilidade e destacou que a decisão confirma a lisura de sua atuação à frente da pasta. “Não houve qualquer irregularidade. Todos os atos administrativos foram praticados dentro da legalidade”, declarou.
Willian Campos também ressaltou que sempre esteve à disposição para prestar esclarecimentos e que vê a manifestação do Ministério Público como um indicativo de que não existiam fundamentos para o prosseguimento da apuração. “Desde o início, coloquei todas as informações à disposição. O arquivamento mostra que não havia base para seguir com o procedimento”, afirmou.
Por outro lado, nos bastidores políticos, o arquivamento é avaliado sob outro prisma. Observadores apontam que o fato de o pedido ter partido do próprio chefe do Executivo pode ser interpretado como um sinal de desalinhamentos internos ou divergências administrativas, ainda que o procedimento não tenha avançado para uma investigação formal.
Analistas ouvidos de forma reservada avaliam que, embora o arquivamento encerre a questão do ponto de vista jurídico, o episódio permanece em debate político. Para eles, a iniciativa pode ser vista tanto como um gesto de transparência quanto como uma exposição desnecessária de tensões dentro da gestão.
Com o encerramento do procedimento, o secretário Willian Campos segue sem qualquer pendência legal relacionada ao caso. Ainda assim, o episódio passa a integrar o noticiário local, onde decisões institucionais costumam ganhar interpretações distintas conforme o olhar de aliados e opositores.
Jornalistas caem no soco durante cobertura de acidente em Sinop; veja vídeo
Repórter MT
Joca de Souza e Fernando Itamir, jornalistas que atuam em Sinop (a 481 km de Cuiabá), em Mato Grosso, protagonizaram um quebra-pau durante a cobertura de um acidente ocorrido na manhã de hoje (05), na BR-163. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram os profissionais trocando socos, chutes e ameaças enquanto a ocorrência ainda estava em andamento.
Informações divulgadas nas redes sociais pelos próprios envolvidos apontam que o bate-boca e as agressões começaram no momento da filmagem do socorro a uma das vítimas do acidente, que foi encaminhada por equipes da Nova Rota do Oeste, concessionária responsável pela rodovia, ao hospital.
Durante a gravação do atendimento, Joca teria passado na frente da filmagem que estava sendo feita por Fernando. A situação gerou desentendimento e, na sequência, os dois passaram a se agredir, com socos, chutes e ameaças.
Ambos os jornalistas mantêm páginas nas redes sociais onde realizam transmissões sobre acidentes, crimes e outros fatos envolvendo Sinop e municípios da região norte de Mato Grosso.
Ocorrência
O acidente foi registrado no km 827 da BR-163, em Sinop, e envolveu três veículos: um de passeio e dois de carga. Ao todo, quatro pessoas se envolveram na batida. Três foram encaminhadas ao Hospital Regional e a quarta não se feriu, assinando o termo de recusa de encaminhamento médico.
A colisão envolveu um HB20 prata, que ficou destruído, um caminhão DAF XF 105 branco e uma carreta Volvo 440 vermelha.
Polícia Civil cumpre mandados e desarticula grupo envolvido em crime ambiental e lavagem de dinheiro
Assessoria
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta quinta-feira (5.2) a Operação Essência, destinada a desarticular um grupo criminoso envolvido em um esquema milionário de crimes ambientais e lavagem de dinheiro relacionados ao comércio ilegal de madeira.
São cumpridos na operação, mandados de busca e apreensão em residências e comércios, suspensão de atividades econômicas de sete empresas ligadas ao grupo, bloqueio de cadastro no Sistema de Controle Florestal (Sisflora), quebra de sigilo de dados telemáticos e informáticos, além do bloqueio de bens e valores até R$ 6,1 milhões.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema).
As ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá e contam com apoio das equipes da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e de servidores do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), do Ministério Público.
Transporte ilegal
A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), aponta que o grupo familiar utilizava empresas para transportar e comercializar madeira de forma ilegal, incluindo espécies protegidas por lei como a Castanheira (Bertholletia excelsa), cuja exploração é proibida.
A apuração dos fatos iniciaram em novembro de 2024, após a apreensão de um caminhão que estava transportando madeira com documentação falsa. A fiscalização encontrou Castanheira na carga, espécie cuja exploração é terminantemente proibida pela legislação federal.
As investigações revelaram que as empresas citadas na documentação apreendida estavam registradas em endereços inexistentes e realizavam a emissão de guias florestais para destinatários fictícios. Além disso, as empresas também transportam espécies diferentes das declaradas em documentos florestais e movimentam créditos artificialmente entre empresas do mesmo grupo.
A investigação revelou a movimentação de aproximadamente 13 mil metros cúbicos de produtos florestais entre 2023 e 2025, avaliados em mais de R$ 6 milhões. Foram identificadas 913 guias florestais fraudulentas emitidas para destinatários fictícios, sendo que uma única pessoa aparece como destinatária de 364 guias.
Segundo a delegada titular da Dema, Liliane Murata, o grupo emitia documentos fiscais declarando espécies comuns de madeira, mas transportava espécies diferentes, incluindo protegidas. “As Guias florestais eram direcionadas para endereços que não existem ou para pessoas que nunca adquiriram produtos florestais”, explicou a delegada.
A análise de ocorrências da Polícia Rodoviária Federal identificou reiteração das práticas criminosas ao longo dos últimos anos, com diversos casos de transporte de madeira com documentação fraudulenta.
A investigação prossegue para identificar outros envolvidos e apurar a extensão completa do esquema criminoso.


























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