Redação
O deputado estadual Júlio Campos fez um duro discurso na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta quinta-feira (29), cobrando mais transparência, respeito institucional e equilíbrio na liberação das emendas parlamentares destinadas aos deputados estaduais.
Durante a fala, Júlio Campos afirmou estar insatisfeito com a postura do Governo do Estado e criticou o que classificou como “propaganda excessiva” sobre obras públicas. Segundo ele, enquanto anúncios oficiais destacam investimentos e inaugurações, parlamentares enfrentam dificuldades para conseguir a execução das emendas destinadas aos municípios.
“Chega de palhaçada. Eu não aguento mais propaganda o dia inteiro nas rádios e televisões anunciando obras e obras”, declarou o parlamentar da tribuna.
O deputado também criticou a relação entre o Executivo e o Legislativo, afirmando que os deputados não podem continuar aprovando projetos do governo sem reação diante do que chamou de tratamento desigual na liberação dos recursos parlamentares.
Júlio Campos citou como exemplo a situação da deputada estadual Janaína Riva. Segundo ele, a parlamentar possui orçamento previsto de R$ 27,8 milhões em emendas, mas até o momento teria tido apenas cerca de R$ 299 mil efetivamente liberados.
Em seguida, o deputado apresentou números relacionados às próprias emendas parlamentares. De acordo com o discurso, cerca de R$ 5,9 milhões já estariam empenhados, porém apenas R$ 252 mil teriam sido pagos pelo Governo do Estado.
“O compromisso assumido não está sendo cumprido”, afirmou.
O parlamentar ainda alegou que alguns deputados estariam sendo privilegiados, recebendo valores significativamente maiores, enquanto a maioria teria pouca ou nenhuma emenda liberada até agora. Para ele, a situação representa uma “injustiça” no tratamento dado pelo Executivo à Assembleia Legislativa.
Durante o pronunciamento, Júlio Campos também direcionou críticas ao chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, cobrando mais diálogo e respeito com o Parlamento estadual.
Ao final do discurso, o deputado pediu uma reação da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e defendeu a convocação imediata de uma reunião do Colégio de Líderes com a presença da Casa Civil e da Secretaria de Fazenda.
“Vamos exigir o cumprimento da lei, da Constituição e o respeito desta Casa do povo mato-grossense”, concluiu.
A fala repercutiu entre parlamentares e evidencia o clima de insatisfação de parte dos deputados estaduais em relação à execução das emendas parlamentares no Estado.










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