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Horário eleitoral desta quarta-feira (09) coloca Pivetta, Wellington e Natasha em confronto de ideologias pelo Governo de MT


Redação (Com informações do RD News)

A propaganda eleitoral gratuita exibida na noite desta quarta-feira (9) mostrou, em poucos minutos, três estratégias bastante distintas na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

Na exibição desta quarta-feira (9), a ordem de entrada no ar foi Otaviano Pivetta (Republicanos) em primeiro lugar, seguido pelo senador Wellington Fagundes (PL) e, por último, pela médica Natasha Slhessarenko (PSD).

A sequência registrada nesta quarta-feira foi Pivetta, Wellington e Natasha.

Além da ordem de entrada no ar nesta quarta-feira (09), cada candidatura possui um tempo diferente dentro do bloco destinado ao Governo do Estado. 

Pivetta tem o maior espaço, com 3 minutos e 14 segundos; Natasha aparece com 3 minutos e 1 segundo; e Wellington dispõe de 2 minutos e 43 segundos.

Com 3 minutos e 14 segundos por bloco, Otaviano Pivetta foi o primeiro dos três candidatos a apresentar sua mensagem nesta quarta-feira.

A estratégia foi de aproximação com o eleitor. O programa abriu destacando a participação feminina na administração e apresentou a vice Gisela Simona, além de buscar associar a candidatura à ideia de continuidade administrativa.


A propaganda também destacou programas sociais, habitação, capacitação e ações voltadas às famílias. O ex-governador Mauro Mendes voltou a aparecer na comunicação eleitoral ao lado de Pivetta, reforçando a ligação entre os dois governos.

A mensagem política é clara: Pivetta procura transformar a experiência acumulada na administração estadual em argumento eleitoral e apresentar a continuidade como caminho para manter investimentos e programas já iniciados.

O discurso também procura humanizar a candidatura e aproximá-la de histórias de pessoas beneficiadas por políticas públicas, especialmente nas áreas de habitação e assistência social.

Logo depois entrou no ar Wellington Fagundes (PL), candidato que representa o campo mais claramente identificado com a direita na atual disputa pelo Governo de Mato Grosso.

O senador dispõe de 2 minutos e 43 segundos por bloco, o menor tempo entre os três principais candidatos. Mesmo com menos espaço, a estratégia escolhida foi de forte contraponto ao discurso de continuidade apresentado por Pivetta.

Em vez de concentrar a propaganda apenas em realizações, Wellington colocou no centro da mensagem os problemas que, segundo sua campanha, ainda precisam ser enfrentados pelo Estado.


O principal argumento foi o número de 178 obras paralisadas em Mato Grosso. Segundo a propaganda, mais de 100 delas começaram durante o atual ciclo de governo e permanecem paradas.

A campanha também utilizou o chamado “fala povo”, levando relatos de moradores para apresentar reclamações sobre obras e serviços públicos.

A mensagem política apresentada pelo candidato do PL é direta: o Estado arrecada, possui recursos e precisa transformar dinheiro público em obras concluídas e serviços efetivamente entregues à população.

Wellington prometeu realizar um mutirão para concluir obras paralisadas, começando por creches, escolas e unidades de saúde. Também apresentou propostas relacionadas à pavimentação de rodovias, substituição de pontes de madeira por estruturas de concreto e realização de concursos públicos.

Para o eleitorado de direita, o discurso estabelece uma diferença importante em relação ao programa de Pivetta.

Enquanto o governador busca apresentar resultados e defender a continuidade, Wellington procura ocupar o espaço da cobrança, da fiscalização e da mudança, explorando aquilo que considera falhas e pendências da atual administração.

O programa do PL também tenta transformar obras paradas em uma questão de responsabilidade com o dinheiro público, associando atrasos e projetos inacabados a prejuízos para a população.

Por último, entrou no ar Natasha Slhessarenko (PSD), com 3 minutos e 1 segundo por bloco.

A candidata concentrou sua propaganda na violência contra as mulheres e apresentou propostas para ampliar a estrutura de proteção e atendimento.

Entre as medidas apresentadas estão a criação da Rede Mulher MT, integração entre delegacias, Defensoria e serviços de acolhimento, além de uma Secretaria da Mulher e casas regionais.


A propaganda também mencionou a ampliação da Patrulha Maria da Penha, delegacias 24 horas, botão de emergência e um protocolo estadual de prevenção ao feminicídio.

Natasha encerrou o bloco com uma mensagem voltada diretamente ao eleitorado feminino, defendendo uma mudança na forma como o Estado enfrenta a violência contra as mulheres.

A sequência de 9 de setembro acabou produzindo uma fotografia bastante clara das diferentes estratégias utilizadas pelos três principais candidatos.

Pivetta abriu defendendo a continuidade e procurando apresentar uma imagem administrativa associada a programas sociais, obras e participação feminina no governo.

Wellington veio na sequência fazendo o contraponto, explorando obras paralisadas, cobrança por resultados e responsabilidade na utilização dos recursos públicos.

Natasha encerrou levando para a televisão uma agenda concentrada na proteção das mulheres.

Do ponto de vista do campo político de direita, Wellington é quem apresenta o discurso mais frontal de oposição à atual administração. Sua campanha procura transformar problemas de execução e obras paralisadas em argumento para defender uma mudança de comando no Estado.

Pivetta, por sua vez, trabalha com a força de quem está no governo e possui o maior tempo de televisão entre os três candidatos.

Natasha ocupa um espaço próprio na disputa, concentrando sua comunicação em pautas sociais e na proteção das mulheres.

A distribuição do horário eleitoral mostra uma vantagem objetiva de Pivetta em relação aos adversários.

O governador dispõe de 3 minutos e 14 segundos por bloco, enquanto Natasha possui 3 minutos e 1 segundo e Wellington 2 minutos e 43 segundos.

A diferença entre Pivetta e Wellington chega a 31 segundos por bloco. Já Natasha possui 18 segundos a mais que o candidato do PL.

Essa distribuição foi calculada de acordo com a representação dos partidos e federações na Câmara dos Deputados, conforme os critérios utilizados pela Justiça Eleitoral.

Além dos três candidatos que possuem espaço nos blocos em rede, Rafaell Milas, Maurício Coelho e Sargento Laudicério não contam com tempo destinado à propaganda majoritária no rádio e na televisão em razão dos critérios de representação partidária.

Assim, a disputa pelo Governo de Mato Grosso não acontece apenas no conteúdo apresentado ao eleitor.

A ordem de entrada no ar nesta quarta-feira, o tempo disponível para cada candidato e a capacidade de transformar cada segundo em uma mensagem política passaram a ser elementos importantes da corrida pelo Palácio Paiaguás.

Em 9 de setembro, a sequência foi Pivetta, Wellington e Natasha. E, mesmo com o maior tempo de televisão, Pivetta teve de dividir o espaço do bloco com um adversário que utiliza seus minutos para cobrar diretamente a atual gestão e uma candidata que encerrou a programação apostando em uma agenda específica voltada às mulheres.

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